Bicicleta

4 FOTOGRAFIAS + 1 TEXTO – (nº 02)

Amesterdão, Porto, Porto, Vila do Conde

DSC_2444b_750DSC_4046aDSCF8547In un paesaggio surreale

Ó ágil e frágil bicicleta andarilha,…
in, Elogio Barroco da Bicicleta de Alexandre O’Neill.
Redescubro, contigo, o pedalar eufórico
pelo caminho que a seu tempo se desdobra,
reolhando os beirais – eu que era um teórico
do ar livre – e revendo o passarame à obra.

Avivento, contigo, o coração, já lânguido
das quatro soníferas redondas almofadas
sobre as quais me estangui e bocejei, num trânsito
de corpos em corrida, mas de almas paradas.

Ó ágil e frágil bicicleta andarilha,
ó tubular engonço, ó vaca e andorinha,
ó menina travessa da escola fugida,
ó possuída brincadeira, ó querida filha,

dá-me as asas – trrrim! trrrim! – pra que eu possa traçar
no quotidiano asfalto um oito exemplar!

Alexandre O’Neill, in ‘Elogio Barroco da Bicicleta’

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